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O Synodus Palmaris e a absolvição do Papa Símaco

A 23 de outubro de 502, um sínodo reunido após disputas e violência declarou que apenas Deus pode julgar o papa.

Sant'Agnese fuori le mura - Rome
José Luiz · Wikimedia Commons (abre num novo separador) · CC BY-SA 4.0 (abre num novo separador)

Após a morte do Papa Anastácio II, Símaco foi eleito sucessor em 22 de Novembro de 498 pela maioria do clero romano. Contudo, uma minoria reuniu-se na Basílica de Santa Maria Maior e elegeu Lourenço como antipapa, dando início a uma disputa resolvida provisoriamente por Teodorico, o rei que governava a Itália.123

As tensões reacenderam-se com acusações de heresia e simonia contra Símaco, levando à convocação de um sínodo em 502. Durante a segunda sessão, a 1 de Setembro de 502, na Basílica Sessoriana, Símaco foi atacado e maltratado por adversários a caminho do local, e padres que o acompanhavam foram mortos ou gravemente feridos, levando-o a recusar novas comparências perante os bispos.4567

A 23 de Outubro de 502, reuniu-se a quarta sessão do sínodo, conhecido como Synodus Palmaris e convocado pelo rei Teodorico. O concílio absolveu o pontífice e reconheceu formalmente que apenas Deus pode julgar o papa, decisão subscrita por setenta e cinco bispos que confirmou o direito de Símaco ao pleno exercício do episcopado.98

Como sabemos isto?

  • Aprovado pela redação
  • Fonte: Wikipédia (enciclopédia livre)

Publicado a 20 de outubro de 2026 · fontes consultadas a 19 de outubro de 2026

  1. Papa Símaco (abre num novo separador) — Wikipédia, CC BY-SA 4.0, consultado a 19 de outubro de 2026 · versão consultada (abre num novo separador)
    Excerto 1: Imediatamente após a morte do Papa Anastácio II, Símaco foi eleito seu sucessor pela maioria do clero romano em 22 de Novembro de 498.
    Excerto 2: Posteriormente uma minoria do clero e do senado, apoiados pelo imperador bizantino Anastácio I Dicoro, reuniram-se na Basílica de Santa Maria Maior e elegeu Lourenço como antipapa.
    Excerto 3: Ambas as partes concordaram que os dois candidatos deviam comparecer à Ravena para que o rei Teodorico, o governante da Itália, decidisse qual de ambos era legítimo, e respeitassem sua decisão.
    Excerto 4: Seus adversários o acusaram de simonia e solicitaram novamente que o rei convocasse um sínodo para investigar as denúncias, nomeando um visitante para ir à Roma.
    Excerto 5: A segunda sessão do sínodo realizou-se em 1 de Setembro de 502, no Basílica Sessoriana (Santa Cruz em Jerusalém).
    Excerto 6: Quando Símaco se dirigiu ao local para se defender ele foi atacado por seus adversários e maltratado, escapando com grande dificuldade, voltou a Basílica de São Pedro; diversos padres que estavam com ele foram mortos ou gravemente feridos.
    Excerto 7: mas a papa agora, se recusou a comparecer perante a sínodo, embora tenha sido convidado três vezes.
    Excerto 8: que se reuniu em 23 de Outubro de 502, nesta sessão, foi reconhecido que só Deus pode julgar o papa, que Símaco tinha o direito ao pleno exercício de seu episcopado; e quem não o obedecesse devia ser punido. A decisão foi assinada por setenta e cinco bispos.
  2. Wikipédia — Neste dia, 23 de outubro (abre num novo separador) — Wikipédia, CC BY-SA 4.0, consultado a 19 de outubro de 2026
    Excerto 9: 23 de outubro — 502: O Synodus Palmaris, convocado pelo rei gótico Teodorico, absolve o Papa Símaco de todas as acusações, terminando assim o cisma do Antipapa Lourenço.

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