Em economia, a inflação traduz-se num aumento geral nos preços de bens e serviços de uma economia. Com esta subida generalizada, cada unidade de moeda passa a comprar menos bens e serviços, correspondendo a uma redução direta do poder de compra do dinheiro. Por outro lado, o cenário inverso designa-se deflação, caracterizando-se por uma diminuição sustentada do nível geral de preços.1
Para medir a inflação, utiliza-se habitualmente a taxa de inflação, que reflete a variação percentual anualizada de um índice de preços geral. Como os preços não sobem todos na mesma proporção, recorre-se com frequência ao índice de preços ao consumidor (IPC). Taxas excessivamente elevadas e a hiperinflação são atribuídas ao crescimento excessivo e persistente da oferta monetária, enquanto taxas moderadas podem surgir devido a oscilações na procura real ou a períodos de escassez na oferta.234
Atualmente, a maioria dos economistas defende uma taxa de inflação baixa e constante. Este nível ajuda a atenuar a gravidade de recessões económicas e permite ajustamentos mais rápidos no mercado de trabalho durante crises. A responsabilidade de manter essa estabilidade cabe habitualmente aos bancos centrais, que controlam a política monetária através da fixação de taxas de juro e de operações de mercado aberto.56